segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Perspectivas 2012 – Mercedes Benz



Hora de polir estrela
Mesmo com os louros da vitória pelos excelentes resultados dos últimos dois anos, com vários recordes quebrados, Jürgen Ziegler, presidente da filial brasileira da Mercedes-Benz, acredita que a fase mais difícil passou. “O duro é preparar o time para vencer, é mudar as cabeças, é criar as estratégias de jogo necessárias. A empresa é atualmente muito mais rápida, transparente, enxuta e flexível.”
A hora, agora, é a de polir a estrela, estruturar tudo para um futuro consistente, oferecendo produtos com a tecnologia e os preços adequados ao mercado. “2012 não repetirá o sucesso dos últimos anos, teremos queda de 15% na produção de caminhões, ficaremos na faixa das 145 mil a 150 mil unidades contra as 170 mil a 180 mil deste ano.”
Os motivos para a retração são simples: “Historicamente existe uma antecipação de compras no ano que antecede à mudança para padrões mais rígidos de emissões. E este movimento de pré-compra provocará queda nos primeiros meses de 2012, de alguns milhares de unidades. A tendência seria esta, mas o mercado brasileiro é sempre uma surpresa.”
Ziegler aproveitou a exigência do Euro 5 a partir de janeiro de 2012 para mudar completamente sua linha de produtos. “Foi a maior renovação que a Mercedes-Benz fez em toda sua história, com a reformulação de toda a linha de produtos e o lançamento de uma nova família de caminhões, a Atron.” A surpresa com o Atron, um bicudo, é que ele é o substituto natural da configuração que mais vende da marca alemã, o modelo semipesado L-1620. O mercado não esperava que fosse criada uma nova família, exclusiva para o Brasil, para atender à forte demanda pelo caminhão.
Preparou, também, o início de operação da nova fábrica de caminhões em Juiz de Fora, MG, para janeiro, o que permitirá maior folga produtiva para a marca da estrela. “Apesar dos índices iniciais de 30% de nacionalização e de 60% até o final de 2013 já atingiremos os 65% da média necessária pelas novas normas com os produtos feitos em São Bernardo do Campo, que ficam acima dos 90%.”
Nova tarefa. Portanto, para Ziegler, a parte difícil de seu projeto para o Brasil foi feita nos últimos dois anos. “Agora a tarefa é motivar a rede, integrar ao máximo as duas fábricas brasileiras e também a da argentina e aproveitar os novos produtos para um crescimento maior que o do mercado.”
Na área de chassis para ônibus a previsão de Jürgen Ziegler é também de decréscimo de vendas em 2012. O mercado total deve fechar com 27 mil unidades. Isto apesar da existência de eleições municipais que normalmente aquecem a renovação de frotas de transporte urbano.
Mas, se os números de produção e vendas no mercado interno não são muito animadores, os volumes de exportações serão extremamente interessantes este ano. “Algo como 5,2 mil caminhões e 9,5 mil ônibus, todos para o mercado latino-americano, com maior ênfase para Argentina, Chile e Peru. A evolução das exportações dependerá da combinação do custo Brasil e do desempenho do câmbio. No ano passado a empresa exportou 4,8 mil caminhões e 11 mil ônibus.
Com relação ao mercado interno, o desafio de voltar à liderança no mercado de caminhões e resistir ao ataque da MAN no segmento de ônibus é parte dos objetivos de Ziegler com os motores Euro 5. Com eles chegam uma nova família de chassis de ônibus e uma nova geração das vans Sprinter. Como um apaixonado por esportes sabe que a equipe está preparada, tem os melhores jogadores e agora é ver o desempenho do time em campo. “Não existe jogo fácil, mas nos preparamos para jogar bem. E vencer.”
Automóveis. Se existia uma enorme satisfação com a contínua evolução das vendas dos automóveis importados, a Mercedes-Benz teme agora pela desaceleração desse segmento. A empresa acredita que com o aumento do IPI a comercialização desses produtos deve cair, nos próximos seis meses, de 35% a 50%.
Para o acumulado de 2012, no entanto, prevê queda menor, em torno de 30%, e no ano seguinte, até pelo fim do decreto emergencial, os números voltam a crescer. A expectativa é fechar este ano com mais de 10 mil unidades importadas vendidas e a estimativa, até 2015, era a de dobrar este número.
Nos automóveis os desafios de Ziegler não terminam por ai. Agora ele também é o responsável pelos negócios da Freightliner e da Fuso, marcas do grupo Daimler, no mercado latino-americano. Volume de 8 mil a 10 mil unidades comercializadas por ano.

Fonte:http://amocaminhoes.com/

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